domingo, 29 de março de 2009

De como jogar uma corrida fora


Madrugada deste domingo (20/03/2009), Grande Prêmio da Austrália, primeira corrida da temporada 2009 da Fórmula 1, faltam três voltas para o final e a situação era: em primeiro lugar – o inglês Jenson Button – BRAW GP, em segundo lugar o alemão Sebastian Vettel – RED BULL, em terceiro, o polonês Robert Kubica – BMW/SAUBER e, em quarto lugar o brasileiro Rubens Barrichello – BRAW GP.
A briga pelo segundo lugar no pódio era algo normal em disputa da categoria, mas que não se admite é a irresponsabilidade de Kubica que forçou demasiadamente a ultrapassagem em cima de Button, quando poderia esperar mais um pouco para fazê-la, tirando o próprio lugar no pódio e de seu concorrente Vettel, entregando o segundo lugar a Barrichello e o terceiro ao italiano Jarno Trulli – Toyota – safety car para a pista.
A equipe de Ross Braw surpreendeu no Grande Prêmio da Austrália ao relançar uma dobradinha no pódio, feito só igualado a Mercedez há 45 anos no Grande Prêmio da França.
Nos boxes a festa era total com muitos abraços e agradecimentos entre Ross Braw, Barrichelo e Button. Em especial a Ross Braw o grande engenheiro com passagens pela Benetton, e Ferrari, pelo momento histórico da Fórmula 1 nesta temporada de 2009.
Até ao GP da Malásia, dia 5 de abril de 2009, às 6h00, horário de Brasília.
Parabéns a BRAW GP e toda equipe.


Barrichello e Button comemoram suas vitórias e
da estreante equipe de Ross Braw a BRAWN GP


GRANDE PRÊMIO DA AUSTRÁLIA 2009
- Jenson Button (ING) Brawn-Mercedes
- Rubens Barrichello (BRA) Brawn-Mercedes
- Jarno Trulli (ITA) Toyota
- Lewis Hamilton (ING) McLaren-Mercedes
- Timo Glock (ALE) Toyota
- Fernando Alonso (ESP) Renault
- Nico Rosberg (ALE) Williams-Toyota
- Sebastien Buemi (SUI) Toro Rosso-Ferrari
- Sebastien Bourdais (FRA) Toro Rosso-Ferrari
10º - Adrian Sutil (ALE) Force India-Mercedes
11º - Nick Heidfeld (ALE) BMW Sauber
12º - Giancarlo Fisichella (ITA) Force India-Mercedes
13º - Mark Webber (AUS) Red Bull-Renault
14º - Sebastian Vettel (ALE) Red Bull-Ferrari
15º - Robert Kubica (POL) BMW Sauber
16º - Kimi Raikkonen (FIN) Ferrari)

sexta-feira, 27 de março de 2009

Apaguem a LUZ!!!

Amigos,

Nesse sábado, 28 de março, entre 20h30min e 21h30min, acontecerá pela primeira vez no Brasil a Hora do Planeta, um ato simbólico, no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a apagar as luzes para demonstrar sua preocupação com o aquecimento global.
O gesto de apagar as luzes tem como objetivo incentivar uma reflexão sobre a ameaça das mudanças climáticas.
Convido-os para que se juntem ao movimento, apagando as luzes em suas casas e incentivando amigos e familiares para que façam o mesmo.
Para saber mais, acessem http://www.wwf.org.br/informacoes/horadoplaneta/.
Conto com vocês para engrandecer este movimento.
Abraços;
Daiane Daminelli

quarta-feira, 25 de março de 2009

Rubinho, a fé e o 21

Do nada ou quase nada, como uma Fenix – o piloto Rubens Barrichello e a mais nova equipe da Fómula 1, a Braw, surgem das cinzas. Sim, das cinzas da extinta Honda, que não tinha mais a mínima chance de se erguer na Fórmula 1, com resultados inexpressivos ela se tornou um elefante branco no principal circo do automobilismo mundial.
E os escolhidos do principal executivo da nova escuderia, o experiente Ross Brawn, foram Jenson Button (20) e Rubens Barrichello (21).

Confiante no carro e sua equipe, que desmonstraram até aqui em poucos dias de teste que são competitivos, Rubinho parte para acabar com o tabu de que o número, 21, de seu carro, é detentor de menos vitórias da Fórmula 1 – somente uma com Jackie Stewart pilotando uma Tyrrell no GP da Argentina em 1972:
"Nosso time foi o que mais impressionou nos testes, então eu estou muito confiante", disse o brasileiro ao jornal italiano Gazzetta dello Sport.
e
"Agora eu tenho um carro verdadeiramente competitivo, em uma equipe pequena, mas de alta qualidade. Foram quatro meses de desenvolvimento, e todos já sabiam onde mexer e o que arrumar. Esta é a hora certa de levar para a pista e vencer. E, eu posso fazer isso", adiantou Rubinho.


Aqui ficamos na torcida, na madrugada de domingo (3h de Brasília) no GP da Austrália – Melbourne, para que seu desempenho seja o melhor possível, e tudo dê certo, para você e sua equipe.

Fé em Deus e pè na Tábua’, Rubinho.

segunda-feira, 23 de março de 2009

A Excomunhão da vítima (cordel)

Episódio de aborto de uma menina de nove anos estuprada pelo padrasto no interior de Pernambuco. Nossa literatura de cordel é realmente interessante.

A Excomunhão da vítima
Miguezim de Princesa

I
Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,
Inteligência e razão,
Peço que Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.

II
Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.

III
Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.

IV
Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.

V
O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.

VI
Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.

VII
É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.

VIII
Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda,
Deixando mulher buchuda
E bolindo com os meninos.

IX
Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na lingüiça
É uma coisa do Cão.

X
E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina
E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
A vaga de sacristão.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Hora do recreio

Após um dia estafante de trabalho e, como minguém é de ferro, nada melhor para relaxar como jogar conversa fora e tomar um chopinho. Mas, se ainda temos que esperar um pouco mais até a saída do trabalho que tal um joguinho on-line para refrescar a cabeça e exercitar os músculos da inteligência?
Hoje selecionei quatro deles, e que estão fazendo sucesso na internet entre os amantes dos desafios virtuais, às vezes nem tanto assim, pois contam pontos e até podem ser jogados em rede com outros parceiros. Vamos lá:

Blockarelli
Jogo fácil para o relaxamento e, que consiste em clicar em agrupamentos de quadrados de mesma cor e que sejam adjacentes. Conta pontos e você pode criar uma comunidade para a disputa com parceiros de todo o mundo.


Para jogar clique aqui.


Tetris

O clássico jogo russo, desenvolvido na década de 70, ainda tem uma legião muito grande de fãs em toda a rede. A maneira de jogar é a mesma e a contagem de pontos é o ponto alto deste que detém uma legião de jogadores ativos onde quer que se vá.


Para jogar clique aqui.


Snooker

Perfeição em desenvolvimento de software, parece etá que estamos em uma mesa de snooker de verdade. Após o jogo carregar, clique em Play. O mouse controla o taco. Botão esquerdo do mouse sendo pressionado por algum tempo para força e depois solte para bater na bola. A bola preta deve ser a última a entrar no buraco, como nas mesas reais.

Para jogar clique aqui.

Mario Bros

Enfrente inimigos assustadores, em mais uma das emocionantes aventuras do classico que fez tanto sucesso na década de 60-70, o Mario Bros.

Para jogar clique aqui.

quarta-feira, 18 de março de 2009

As 4 questões do quadrado

Esta é muito boa e me foi repassada pelo meu amigo Leonardo Antonio dos Santos, com quem já trabalhei. Consta de se resolver o mais rápido possível, 7 segundos é o recorde atual, pode cronometrar. E, seja honesto consigo mesmo!!!

Veja atentamente a figua abaixo.


Agora responda?

1 – Divida a área branca do quadrado A em 2 partes iguais.

2 – Divida a área branca do quadrado B em 3 partes iguais.

3 – Divida a área branca do quadrado C em 4 partes iguais.

4 – Divida a área branca do quadrado D em 7 partes iguais.

Difícil ???

Resposta aqui mesmo quarta feira que vem. Até lá.

Se quiserem me mandar as respostas clique aqui.

terça-feira, 17 de março de 2009

M. C. Escher (1898 - 1970)

Maurits Cornelis Escher ou M. C. Escher (Leeuwarden, 17 de Junho de 1898 - Hilversum, 27 de Março de 1972) foi um artista gráfico holandês conhecido pelas suas xilogravuras, litografias e meios-tons (mezzotints). Seu trabalho tende a representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses - padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes, tendo dedicado toda a sua vida às artes gráficas.
Não foi um aluno brilhante, nem sequer manifestava grande interesse pelos estudo, mas os seus pais conseguiram convencê-lo a ingressar na Escola de Belas Artes de Haarlem para estudar arquitectura. Foi lá que conheceu o seu mestre, um professor de Artes Gráficas, um judeu de origem portuguesa, chamado Jesserum de Mesquita com quemaprendeu muito, conheceu as técnicas de desenho e deixou-se fascinar pela arte da gravura.
Escher, sem conhecimento matemático prévio, mas através do estudo sistemático e da experimentação, descobre todos os diferentes grupos de combinações isométricas que deixam um determinado ornamento invariante.
A reflexão é brilhantemente utilizada na xilografia. Vajamos alguns de seus trabalhos:

Céu e água I, Junho de 1938
Xilogravura, 435 x 439 mm


Mão com reflexo na esfera, Janeiro de 1935
Litografia, 318 x 213 mm


Relatividade, Julho de 1953
Litografia, 277 x 292 mm


Cavaleiro, Junho de 1946
Desenho, 213 x 21 mm


Pássaros/Peixes, Junho de 1938
Desenho, 228 x 243 mm


Vínculo de união, Abril de 1956
Lithografia, 253 x 339 mm


Três Mundos, Dezembro 1955
Litografia, 362 x 247 mm


Alguns links interessantes a respeito da vida e do trabalho de M.C. Escher:

Cybermuse.gallery
Escher and the Droste effect
Escherization
M. C. Escher
Escher In Het Paleis
Etropolis
The Collection-National Gallery of Art
The Mathematical Arte of the M.C. Escher
M.C. Escher Brief Biography
Escher inthe Classroon
M.C. Escher
World of Escher

segunda-feira, 16 de março de 2009

Tel. Fixo + Barato e Chamadas Locais Sem Limite

Mais de dez mil consumidores já assinaram a petição da PRO TESTE para reduzir o custo do telefone fixo. Tema será alvo de audiência pública na Câmara Federal.
Eu já assinei, assine você também.
Mais de dez mil brasileiros já aderiram à campanha da PRO TESTE Associação de Consumidores : Telefone fixo mais barato e chamadas locais sem limite. A entidade propõe que o preço da assinatura mensal seja reduzido em 75%, dos atuais R$ 40 para R$ 14, com impostos. Para participar da campanha, assine a nossa petição. O tema também será discutido em audiência pública na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Federal.
Aprovado no dia 11 de março, porém ainda sem data definida, o debate foi requerido pela deputada Ana Arraes (PSB-PE), que sugeriu a participação além da PRO TESTE, de representantes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel ), Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério Público Federal (MPF), Secretaria de Direito Econômico (SDE ) do Ministério da Justiça, além de outras entidades de defesa do consumidor.
O alto custo do telefone fixo vem provocando a migração em massa para a telefonia celular pré-paga principalmente (81,59%, de acordo com dados de janeiro deste ano) e aumenta o número de consumidores que pedem para desligar o fixo que tinham. A campanha da PRO TESTE pretende colher o maior número possível de assinaturas. "A Lei Geral de Telecomunicações prevê a universalização do serviço e tarifas módicas. Não podemos conviver mais com essas tarifas exorbitantes", avalia Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da PRO TESTE. Segundo ela, a proposta conta com um amplo amparo legal e não compromete o equilíbrio econômico-financeiro das operadoras.
No Brasil as concessionárias de telefonia fixa possuem 43,45 milhões de telefones instalados e apenas 34,47 milhões em serviço. O principal argumento da Associação é que a manutenção do alto preço da assinatura básica foi importante, após a privatização, para suportar os altos custos da implantação de infraestrutura necessária para garantir o acesso universal ao telefone fixo. Mas hoje, como as metas de universalização da telefonia já foram cumpridas, não há mais justificativas para a manutenção desse preço. A receita proveniente da telefonia fixa não pode ser utilizada para subsidiar outros serviços oferecidos pelas operadoras, como internet banda larga, por exemplo.
A proposta da redução do valor da assinatura básica foi enviada por meio de ofícios para o Ministério das Comunicações, Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Casa Civil, Tribunal de Contas da União e Ministério Público Federal, para informações e pedido de apoio. A PRO TESTE acha que o telefone fixo mais barato acabaria com as 12 milhões de linhas que hoje não estão em uso e garantiria a inclusão social de milhões de famílias que hoje não podem pagar R$ 40 reais mensais para ter um telefone fixo em casa.
É fundamental reverter o quadro atual em que a telefonia no Brasil está entre as mais caras do mundo.A telefonia fixa compromete 5,9% da renda do brasileiro segundo estudo da Organização das Nações Unidas (ONU).
O País aparece entre os 40 últimos em ranking de comprometimento da renda com serviços fixo e móvel feito com 150 países.

PRO TESTE - Associação Brasileira de Defesa do Consumidor.

domingo, 15 de março de 2009

Curimatã com coco

Vamos preparar um peixe!

O Curimatã comum ou cearense é um peixe que tem baixo teor de gordura e alto teor de proteína. Facilmente encontrado nos rios do Norte e Nordeste, de sabor agradável, é o componente de vários pratos regionais.

Ingredientes
1 curimatã grande ou dois médios
½ dúzia de limões
Alho, cebola, salsa, cebolinha, coentro, pimentões verdes e vemelhos, pimenta de cheiro e pimenta do reino a gosto
Leite de coco natural ou em garrafa
Azeite de oliva
Azeite de dendê
2 ou 3 ovos cozidos

Preparo
Limpe bem os curimatãs e corte-os em postas médias (nem finas, nem muito grossas).
Prepare uma salmoura a gosto com água, sal e o suco dos limões, o suficiente para que cubra completamente as postas, e guarde-as na geladeira de um dia para o outro.
No dia seguinte...
... num tacho grande, ou panela de barro, faça um refogado sem deixar queimar nenhum tempero, com azeite de oliva, alho, cebola, os pimentões a salsa e a cebolinha.
Sobre essa cama com um pouco de água o suficiente para não queimar, vá deitando as postas uma sobre a outra até todas as postas do peixe de curimatã estarem na panela, cozinhe-os em fogo bem baixo lentamente, sem acrescentar água (pois a mesma vai se soltar o que foi absorvido na salmoura durante o cozimento) até levantar fervura .
Nesse momento é que vamos colocar o leite de coco e o azeite de dendê.
Nunca mexa o peixe com qualquer utensílio (colher ou garfo), faça-o mexendo a panela segurando pelas alças e fazendo movimentos giratórios, para não despedaçar. Se sentir que está secando coloque mais um pouco de água, pois precisaremos de um caldo para preparar o pirão.
Quando estiver pronto separe uma quantidade boa do caldo para o pirão, e junte o coentro bem picadimhp às postas.
Para o pirão, não o faça sem coar o caldo– de preferência num chinoá, o que garante a retirada até das mais finas espinhas, pois não há nada mais desagradável do que encontrarmos espinhas num pirão.
Quando pronto arrume uma travessa o pirão, coberto por uma farofa de ovo cozido e regue bastante azeite.
Agora é só servir com arroz branco acompanhado de vinho branco ou cerveja e, me diga o que achou.

Bom apetite!

sábado, 14 de março de 2009

O homem que tudo achava

Malba Tahan*

Duas horas depois, Pedrinho e seu companheiro de jornada reuniram a reduzida bagagem que traziam e rei­niciaram a viagem para o Iguatu.

A estrada que percorriam era lar­ga e bem-feita. Juazeiros com os ra­mos verdes estendiam pelo chão as manchas largas de sua sombra. Não cruzaram, em caminho, com outros viajantes. Naturalmente, a ameaça do vulcão fizera fugir todas as pes­soas daquela região. Pedrinho notou que o seu compa­nheiro, de vez em quando, interrom­pendo a palestra, parava um momen­to e abaixava-se para apanhar no chão um objeto qualquer.

A princípio o menino não deu im­portância ao caso, mas sua repetição constante começou a chamar-lhe a atenção.

Reparou, então, que o curioso via­jante era de uma sorte incrível para achar objetos ocultos; pôde observar que, em menos de uma hora, achara duas chaves, três anéis, uma corren­te de ouro, cinco ou seis moedas, uma faca e outros objetos de menor importância.

"É incrível!", pensava Pedrinho. "Como pode esse homem achar tan­ta coisa, enquanto eu, por mais que arregale os olhos, não consigo achar uma simples ferradura?" Devia, ser, naturalmente, algum dom extraordi­nário que o cavalheiro de barba lou­ra possuía, e que lhe facultava a pos­se de todos os objetos perdidos no mundo.

Ao vê-lo, finalmente, arrancar do meio da areia da estrada uma espé­cie de rosário de contas avermelha­das, não se conteve e observou, com um sorriso de admiração:

– Nunca vi sorte como a sua pa­ra achar coisas perdidas!

– Não é questão de sorte, meu jo­vem amigo – respondeu-lhe o ho­mem da barba loura –, trata-se, apenas, de uma habilidade que pos­suo, e que consegui adquirir com o auxílio de pedacinhos de um botão durante o tempo em que estive pre­so!

– Pois olhe, eu já me admiro muito de que uma habilidade ajude tanto o senhor, mas não percebo o que possam ter os pedacinhos de bo­tão com isso.

– Pois é a pura verdade – repli­cou ele calmamente. – É a pura ver­dade.

E, querendo satisfazer a viva cu­riosidade de Pedrinho, narrou-lhe o seguinte:

– Meu nome é Miguel e sou na­tural da Rússia. Nasci em Moscou, a famosa capital. Quando tinha vin­te anos, mais ou menos, influencia­do por alguns companheiros de es­tudos, tomei parte numa conspiração contra o governo do czar. Inútil será dizer que os nossos planos foram des­cobertos e todos os conspiradores presos. Graças à intervenção de um amigo da família, livrei-me de ser enviado para a Sibéria. Condenaram-­me, ainda assim, a quinze anos de prisão, em Moscou. Nos primeiros meses de cárcere, fui torturado por um tédio horrível. Não tinha que fa­zer durante o dia inteiro. Passava-os, a fio, sentado estupidamente em urna laje da cela, procurando descobrir um meio qualquer de me distrair, al­guma coisa com que me ocupar. Um dia, arranquei um dos botões da mi­nha roupa. Quebrei-o em vários pe­daços, ajuntei-os na palma da mão e pus-me a refletir sobre o que faria com eles, quando, distraindo-me, deixei-os cair no chão. Este inciden­te, que noutras circunstâncias seria trivial, sugeriu-me um passatempo excelente – procurar os pedacinhos de botão. E assim, depois de reuni­-los na mão, fechava os olhos e ati­rava-os a esmo para o ar. Isso feito, punha-me a procurá-los e não des­cansava enquanto não os tinha apa­nhado um por um. Repeti essa proe­za, uma ou mais vezes por dia, du­rante os quinze anos em que estive preso. A distrair-me assim, desen­volveu-se em mim um golpe de vista extraordinário que me proporciona hoje a habilidade de descobrir os menores objetos ocultos. Sou capaz de achar um grão de trigo perdido no meio de um areal. O interesse que de­monstrei pelo lago, junto ao qual es­tivemos parados, foi motivado pelo fato de eu ter percebido que havia um objeto qualquer, talvez de grande va­lor, abandonado no fundo. Voltarei mais tarde para buscá-lo.

E, sorrindo à estupefação de Pe­drinho, o antigo prisioneiro russo acrescentou:

– Há três anos que consegui fu­gir do meu país. Hoje vivo exclusi­vamente da habilidade que adquiri na prisão. Vim ao Brasil à procura de diamantes. Já estive em Mato Gros­so e Goiás. Pretendo montar, numa grande cidade, uma grande agência de "Perdidos e Achados", que pres­tará inestimáveis serviços à popula­ção.

E, depois de uma pequena pausa, disse resoluto:

– Pude notar que você é um me­nino valente e discreto. Quer ser meu auxiliar?

E, sem esperar que Pedrinho res­pondesse, afastou-se e, abaixando-se, a alguns passos mais, apanhou no chão uma bolsa escura de couro que se ocultava sob as folhas secas, ao la­do da estrada.

Meditou Pedrinho sobre a curiosa história de Miguel, o russo, e con­cluiu que um homem ativo e inteli­gente, mesmo no fundo escuro de uma prisão, pode adquirir, com au­xílio de uma insignificância qualquer, uma habilidade extraordinária, capaz de proporcionar-lhe, mais tarde, uma útil e rendosa profissão.

Miguel era o "homem que tudo achava" ou melhor "o homem que tudo via".

* Júlio César de Melo e Sousa,
escritor, matemático brasileiro e um mestre na arte de contar histórias, um dos maiores divulgadores da matemática no Brasil, é famoso no Brasil e no exterior por seus livros de recreação matemática e fábulas e lendas passadas no Oriente, muitas delas publicadas sob o heterônimo/pseudônimo de Malba Tahan. Seu livro mais conhecido, O Homem que Calculava, é uma coleção de problemas e curiosidades matemáticas apresentada sob a forma de narrativa das aventuras de um calculista persa.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Cadê a droga do R$ 1

Eu, Tu e Ele.... fomos comer no restaurante e no final a conta deu R$30,00.
Fizemos o seguinte: cada um deu dez reais...
Eu: R$ 10,00; Tu: R$ 10,00; e Ele: R$ 10,00.
O garçom levou o dinheiro até o caixa e o dono do restaurante disse o seguinte:
Esses três são clientes antigos do restaurante, então vou devolver R$5,00 para eles!
E entregou ao garçom cinco notas de R$ 1,00.
O garçom, muito esperto, fez o seguinte: pegou R$ 2,00 para ele e deu R$1,00 para cada um de nós.
No final ficou assim: Eu: R$ 10,00 (-R$1,00 que foi devolvido) = Eu gastei R$9,00. Tu: R$ 10,00 -R$1,00 que foi devolvido) = Tu gastaste R$9,00. Ele:R$ 10,00 (-R$1,00 que foi devolvido) = Ele gastou R$9,00.
Logo, se cada um de nós gastou R$ 9,00, o que nós três gastamos juntos, foi R$ 27,00.
E se o garçom pegou R$2,00 para ele, temos: Nós: R$27,00 Garçom: R$2,00 TOTAL: R$29,00
Pergunta-se: Onde foi parar a droga do outro R$1,00?
Enviado pelo Departamento de Economia da PUC...

PS.: Se alguém souber onde está o outro R$:1,00 me avisem!!!

quinta-feira, 12 de março de 2009

Mitos e Verdades Sobre Computadores

Mesmo que cada vez mais o computador faça parte da vida e do dia-a-dia de mais e mais pessoas, seguimos tendo dúvidas simples a respeito do equipamento. Aqui segue algumas delas que recebi, por e-mail, repassadas por amigos e, que achei de grande valia para todos os usuários os que desejam uma melhor performance de suas máquinas. Quaisquer dúvidas entrem em contato que responderei prontamente.

Faz mal ao computador ter ímãs colados à CPU

Verdadeiro. O problema do imã na CPU é quando este imã está colado na região próxima ao HD (Hard Disk), pois o mesmo funciona magneticamente. A agulha faz a leitura magneticamente, e o magnetismo do imã pode danificá-lo. Evite também utilizar equipamentos imantados muito próximos aos monitores, pois a resolução das cores pode ficar distorcida.

Empurrar o CD com o dedo para inseri-lo na CPU é prejudicial ao equipamento

Verdadeiro. O processo de abrir e fechar essa gaveta é feita por engrenagens. Quando os drives de CD-ROM param de abrir, acredito que seja por esse motivo, pois a força em demasia prejudica essas engrenagens.

Água ou café derramada sobre o teclado pode arruinar seu funcionamento

Verdadeiro. Estragam as trilhas metalizadas que estão embaixo das teclas. Podem criar um curto-circuito e queimar.

É necessário ter espaço entre o monitor e a parede atrás dele

Falso. Monitor não é geladeira. O ambiente em geral deve estar ventilado, mas não é indispensável que seja muita a distância. É muito pior ter outro monitor atrás (como acontece em muitos escritórios), porque pode haver o risco de ter interferências entre os computadores.

Quando o computador passou a noite toda ligado, é melhor desligá-lo e voltar a reiniciar

Falso. Pode seguir ligado sem problema algum. Ainda que pareça o contrário e dê vontade de desligá-lo um momento para que descanse, seguindo a lógica humana, o HD dura muito mais se permanecer ligado e não sendo o tempo todo ligado e desligado. Por uma questão de economia de energia, não convém deixar ligado por vários dias, mas se não levarmos em conta o fator do aquecimento global seria muito melhor para o PC nunca desligá-lo. Eles foram criados para isso.

Gasta mais energia ao ser ligado do que em várias horas de uso

Falso. Ligar consome menos energia do que as horas de funcionamento. Desligar poupa-se energia e, se permanecer ligado, gasta, como qualquer outro eletrodoméstico. É recomendável mantê-lo desligado, quando não estiver usando.

Faz mal ao computador ter algum celular por perto

Falso. Sem problema algum, no máximo um ronco provocado pela interferência de uma chamada.

Depois de desligar o computador é melhor deixá-lo descansar uns segundos antes de voltar a ligar

Verdadeiro. É recomendável esperar no mínimo alguns segundos antes de voltar a ligá-lo, 10 segundos deve ser o suficiente.

Mover a CPU quando o computador está ligado pode queimar o HD

Falso. A força centrífuga com que gira o HD é tanta que não acontece nada ao se mover a CPU. Muito menos ainda em se tratando de um notebook, porque eles foram feitos para isso. Mas é melhor evitar o movimento já que o HD é um componente sensível.

Pelo bem do monitor, é conveniente usar protetor de tela quando não está em uso

Verdadeiro. Porque o mecanismo do protetor de tela faz com que o desgaste das cores da tela seja uniforme. Ao renovar as imagens constantemente, não se gasta num mesmo lugar.

Quando há chuva forte, é absolutamente necessário tirar o plugue do computador da tomada

Verdadeiro. Deveria ser adotado como uma obrigação no caso de uma chuva muito forte, com muitos raios e trovões. Da mesma forma, é aconselhável retirar os cabos do telefone e da alimentação do modem para que não queimem com a descarga de raios.

Não é conveniente olhar a luz vermelha que está embaixo do mouse óptico

Verdadeiro. Pode até não deixar ninguém cego, mas é uma luz bastante forte que pode sim fazer mal a retina.

Nos notebooks deve-se acoplar primeiro o cabo de eletricidade à máquina e somente depois esse cabo a tomada

Falso. Tanto faz. Quase todos os equipamentos portáteis atuais têm proteção de curto-circuito e são multi-voltagem, podem ser ligados em tensões de 90 a 240 volts, pelo que são sumamente estáveis.

Ao desligar o computador, convém também desligar o monitor

Falso. Outra vez, tanto faz. Ao desligar a CPU, o monitor fica num estado em que consome muito pouca energia (pouca coisa mais que 1W) e não sofre desgaste algum. A decisão termina sendo em função da economia, ainda que o consumo seja realmente mínimo.

Não se deve colocar CDs, disquetes ou qualquer outro elemento sobre a CPU

Falso. Lógico, nada do que é colocado sobre a CPU pode ser afetado ou avariado, a não ser que esteja úmido e a água possa chegar ao equipamento, e os ímãs, como já foi falado no item 01.

O computador nunca pode ficar ao sol

Verdadeiro. Se ele esquentar mais do que o habitual, sua vida útil tende a decrescer. Por isso, nunca é boa idéia instalar o PC próximo a janelas onde bate o sol.

Se mais de 80% do HD tiver sendo usado, a máquina se torna mais lenta

Verdadeiro. Sempre é uma questão de porcentagem. Por mais que se tenha 20 Gb livres, se for menos de 20% da capacidade do disco, o funcionamento do computador será lento. Rodar o desfragmentador de disco pode ajudar um pouco.

Não se deve tirar o pendrive sem avisar à máquina

Verdadeiro. Deve ser selecionada a opção "Retirar hardware com segurança" antes de retirá-lo. Caso contrário, corre-se o risco de queimar a memória do USB.

Ter o desktop cheio de ícones deixa o computador mais lento

Verdadeiro. Não importa se são ícones de programas ou arquivos. O que acontece é que a placa de vídeo do computador renova constantemente a informação apresentada na tela e, quanto mais ícones, mais tempo. O mesmo vale para os ícones na "Barra de Tarefas": perto do "Relógio" e perto do botão "Iniciar"(Quick Launch - Inicialização rápida). Melhor deixar só os usados com freqüência.

Desligar a máquina diretamente no botão, sem selecionar previamente a opção de desligar o equipamento, estraga o HD

Verdadeiro. O HD pode queimar ao ser desligado, enquanto ele ainda está lendo ou escrevendo em alguma parte do sistema. Ademais, quando a energia é desligada subitamente, as placas que cobrem o disco (que gira até 10 mil rotações) descem sobre ele e podem ir riscando até que alcancem a posição de descanso. Ao selecionar a opção "Desligar o Computador", todo o sistema se prepara para repousar e suspende todas as atividades. Cada peça vai ficar em seu devido lugar.